Portugal - Afife  GFS 13 km 06.04. 06 UTC
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Velocidade (km/h)1410161341141161012951616
Rajadas (km/h)1714211989511710109101316
Direcção do vento
Ondulação (m)---------------
*Periodo da vaga (s)---------------
Direcção da vaga---------------
*Temperatura (°C)121516151512151514141417191817
Nebulosidade (%)
alta / média / baixa
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45
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84
 
 
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*Precip. (mm/3h)---------------
Lat: 41.78, Lon: -8.87, Alt: 0 m, Fuso horário: WEST (UTC+1) 07:12 - 20:03 14 °C

terça-feira, novembro 22, 2005

Topónimo (Afife)


É possível que o topónimo Afife se trate de um genitivo antroponímico árabe, "Afif", que inicialmente era utilizado como adjectivo para designar algo ou alguém "virtuoso"; mais tarde porém, aparecia num documento de 1108, com a designação "Afifi", sugerindo a existência de uma "Villa Afifi", que adquiriu o nome do seu senhor. Ao longo dos séculos, o topónimo foi apresentando diferentes grafias: Fifi, Affifi, Afifi, Afife. Há ainda uma justificação considerada popular... Segundo o arqueólogo José Bouça, a origem do topónimo é romana, de "Aff-hifas", significando "sopa de cabelos". Esta definição remonta à época em que a legião de Júlio César invadiu as terras lusas, massacrando as populações e violentando donzelas e damas lusitanas. Estas, para fugir a tal horror, torturaram-se a elas próprias, desfigurando os rostos e cortando os cabelos, cujas madeixas esconderam na corrente de uma fonte, para que não fossem manchadas pelos "lábios impuros do inimigo"; os soldados, para matar a sede, dirigiram-se à fonte e refrescaram os seus lábios com os cabelos molhados das donzelas, resultando daí a expressão: "sopa de cabelos". Há ainda a considerar, que se pode encontrar a localidade de "Afif", que se situa entre Meca e Medina na Arábia Saudita e outra no Gana, com o nome de "Afife".

"Ai! esta palavra - Afife - ! -
(volto, ao murmurá-la, atrás-)
Lento moinho de vento
Feito de espaço e de tempo...
Quanta saudadae me faz!
Oh! casa das mil janelas,
Minhas noites estreladas!
Berço de longas estradas...
Poeta, fiei-me nelas.
Oh! abismos da lonjura,
Reflexos de pedraria!
Porque parti à procura
Daquilo que não havia?
Era aqui, aqui somente
Que eu devia ter ficado,
Afife de toda a gente
Que baila e canta a meu lado!"


Pedro Homem de Melo

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